| [pic by cris peres] |
"quem me diz da estrada que não cabe onde termina, da luz que cega quando te ilumina,
da pergunta que emudece o coração?
quantas são as dores e alegrias de uma vida jogadas na explosão de tantas vidas, vezes tudo que não cabe no querer?
vai saber se olhando bem no rosto do impossível o véu, o vento, o alvo invisível se desvenda o que nos une ainda assim?
a gente é feito pra acabar, a gente é feito pra dizer que sim, a gente é feito pra caber no mar
e isso nunca vai ter fim..." [m. jeneci]
como outros jogados na explosão de tantas vidas
de fato fui feita pra caber no mar.
dos fatos fui esculpida pelo vento
que forjou na pele o véu costurado por pontos de reticências...
a cada três
vi emergir do meu suor 29 sentidos.
eles extrapolaram a razão das palavras explicitadas
e revelaram doses daquilo tudo que se moldou pra ser infindo...
quando me perguntaram quantas foram as dores e alegrias
deslizei entre aspas um sorriso largando meu contentamento.
porque de fato sou como tantas outras vidas jogadas por uma explosão
e pelos fatos
fui feita pra conter o mar.
fui feita pra conter o mar.
senti na pele o arrepio do vento que me cobria enquanto véu....
revesti meu corpo de abraços
silenciando entre as mãos muitos afetos
precisamente a cada quarto.
foi pela razão das palavras não ditas
que vi suprimir em mim 29 sentidos
tentando reaver aquilo tudo que já nasceu pra acabar
porque de fato
muitos de nós morremos um pouco a cada dia,
enquanto pelos fatos
outros de nós
nascem pouco para um dia...
Nenhum comentário:
Postar um comentário
canta para mim qualquer coisa assim sobre você...