[eu só trago o mar de algum lugar comigo... b.mar.]
pela decisão de querer mudar o mundo.
um mundo que embora nos tenha trazido todas essas lembranças,
não foi capaz de caber,
nem tão pouco permanecer em nós.
decisões que fingiam aniquilar o contraposto,
e fornecer as resposta para aquilo que acreditávamos poder ser.
mas a questão nunca foi "ser"
e sim querer permanecer.
é como eu digo:
somos o que não fomos capazes de ser
e também tudo aquilo em que não tivemos coragem de estar.
e olha que não era necessária muita coragem...
apenas um tanto.
aquele tanto que falta para pular do trampolim
ou para nele permanecer
só para ver chegar e afastar, na ponta do salto,
as incertezas do coração.
entre tantos amores e outros tantos que não são como nós
te conto sobre este mar daqui
e sobre as ondas
que levam para longe
cacos despedaçados do nosso "não-permanecer"
e trazem de volta a esperança flutuando entre espumas.
as espumas naturalmente também não permanecem
mas ao menos presenteiam com sua leveza
a certeza de que sempre voltarão.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
canta para mim qualquer coisa assim sobre você...