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| [o tempo engatinhar do jeito que eu sempre quis, se não for devagar que ao menos seja eterno assim... m.c.a.] |
não era assim como os outros mas também não deixava de ser...
era normal.
não, não era!
afinal um garoto normal nunca me envolveria daquela maneira.
não se tratava de uma paixão enlouquecedora não [risos],
mas aquele menino era de fato apaixonante.
como não se apaixonar por um cantinho verde de olhos que sorriam pra mim indicando que ele estava lá ?
lá na tristeza,
lá na alegria,
[e olha que nem era um casamento]
lá no problema e na solução.
bom, a solução por vezes foi o copo de cerveja gelado
e a certeza que me acompanharia até o ultimo gole.
se pudesse roubaria meu ultimo gole que eu sei [risos],
mas ele estava lá e isso era o que me valia.
como valia!
valia tanto que sem pensar entreguei todas minhas senhas
afinal não havia segredos entre nós.
o trato era simples:
ele tinha minhas senhas e eu um tantinho de suas travessuras
e como resultado nossas intermináveis gargalhadas.
aquele também era menino das viagens parceladas
sim, porque ele sempre foi uma parcela valiosa da minha alegria,
crédito este que eu nunca abriria mão.
com aquele menino os carnavais nunca tinham fim
e toda páscoa era também um novo e bem vindo ano,
assim a gente construía um conceito só nosso de felicidade.
quando digo só nosso, é porque poucas pessoas compreenderiam que a felicidade está num canto de sofá...
bastava saber que aquele canto era do menino e pronto,
ele tratava de preencher todo o resto.
pois é...
aquele menino me fez acreditar que de fato os sonhos não envelhecem
afinal aquele menino é capaz de tornar todo tempo eterno assim
pra mim
...
pra mim
...

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canta para mim qualquer coisa assim sobre você...