continuação...
era um impulso visceral que extrapolava a lógica do comportamento
num instante absurdamente intenso o pensamento acelerado tratava de dar voz ao que não devia
e se misturava à saudade daquilo que nunca esteve por aqui...
como explicar os desmandos de um coração fora de compasso?
como explicar o grito de um coração emudecido pelo sepultamento na cova do tempo?
era um ritual de luto
era espera
era desconforto pelo conformismo.
desajeitada a alma ocupava um espaço apertado e insuficiente.
desconfortável no corpo "em que deus lhe encarnou"
precisava entender o lhe faltava
e assim se pôs a caminhar pelo mundo
em busca do que não se pode achar
porque a busca era o seu propósito
e o encontro tornaria estático aquilo que veio
para sempre caminhar...
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Justapor de uma oração
ResponderExcluirNão existe padrão na emoção.
Busca a razão para o autodomínio.
Senhor! Tira de mim essa dor!
A mente sabichona quer tudo explicar no injustificável.
Senhor! Tira de mim essa dor!
No clarear do dia e cair da noite; assim sucessivamente.
Escorre e sorve a vida.
Senhor! Tira de mim essa dor!
Chorar, calar, falar – gritar não adianta.
Senhor! Tira de mim essa dor!
A serenidade de aceitar o insofismável.
De um ponto ao ponto final.
Cumpriu a jornada. Fim!
Senhor! Tira de mim essa dor!
. . . Acalma.
O canto da boca expressa um ligeiro sorriso.
Aceitação.
Senhor! Tira de mim essa dor!
Confronto do medo do imponderável.
Impalpável que transcende e só de fé compreende.
Confiança.
Senhor! Tira de mim essa dor!
Na solidariedade que abraça faz da partida um encanto libertador.
Obrigado, Senhor!
Que tira de mim essa dor!
Amém!