[pic by bneubern]
"não tem bala, belo, bola ou balão, não tem bula meu remédio e não tem cura...
acho que me perdi numa excursão que fiz na tua na tua certeza e na contradição
e não tem cura...acho que me perdi numa excursão que fiz na tua...
na tua palavra, no teu palavrão
...
e não tem cura...acho que me perdi numa excursão que fiz pra lua no meu universo
o sol é solidão e não tem cura... acho que me perdi numa excursão que fiz pra lua
no meu único verso o sol é solidão...
não tem mal, nem maldição, não tem sereno no meu dia, não tem sombra e assombração
não tem disputa por folia, tem bola de capotão, capitão capture essa menina
tem saudade e saudação, tem uma parte que não tinha...
parte que não tinha... parte que não tinha..."[t. mágico]
os sons da cidade assaltam a nova madrugada
canela em pó é lembrança na boca de suor
e transpira involuntária.
escorre por mãos que surruram segredos...
palavra muda do cartão postal
leve as mais lindas cores da estação!
tenha pressa!
vá correndo...
voe!
chega logo que a noite não se vai
e este é o lado bom...
dentre os tais finja tapar ouvidos,
dissimule!
minta...ignore o socorro!
se feche em conchas
(relicário desses novos sons
e assaltam em silêncio a madrugada.)
... em conchas salve as "conversas sem pressa..."
palavra calada da noite
leve o que te é sutil.
caminhe em passos curtos.
flutue sorrateira em sinal...
sussure o cheiro da canela!
seja menor que o ruim...
dentre outros queira o bem desses meninos que pensam demais.
dentre tantos seja a parte que tem
entre nós...
toca a cura.