[pic by bneubern]
"tremi até o chão como um terremoto no japão, um vento, um tufão..."[m. jeneci]
hoje me lembrei do início da primavera e de todas as flores gentilmente ofertadas pelas cores da estação...
o verde levado para o senhor do vento cantou o que era tão mais lindo.
evidenciou o desejo de ficar, viver, entregar, tudo curtido na melodia doce de sanfona soprando versos que não rimavam.
o verde-folha que voou até o céu chegou a um passo do infinito, daquilo tudo que chamamos ingenuamente de realidade.
digo ingenuamente pois não há qualquer realidade senão aquela que antecede o exato momento que compõe a memória do presente, a lembrança que não larga e transporta o pensamento para longe.
a rosa, por sua vez, cultivada como vida quase protegida também brincou de ser ofertada.
era bela, viva, singela...
em tudo que lhe cabia pueril, aprontou o acaso-magia ao revelar o vinho tom malbec responsável pela embriaguez de todos sentidos.
e misturou tanta coisa...
fez do dia uma vida inteira, da noite todas elas.
a estação corria atrasada pedindo todos os socorros postos aos pés do verão-despedida, outono-seco, inverno-saudade...
... claro! não podia faltar o laranja...
o laranja poente fez aos poucos com que todos os tons, cores e sons adormecessem no silêncio da canção pra não voltar
e assim era...
notas em prece a sustentar o alicerce de meias verdades.
digo serem meias pois se viessem inteiras o verde teria alcançado o tão almejado infinito.
mesma sorte caberia à rosa malbec revestida de toda proteção digna da vida que chega e deve permanecer.
o laranja por sua vez despertaria nascente seu tom abrindo a sanfona da canção pra sonhar ritmando as tantas e tantas historias que seriam contadas...
e é tão engraçado pensar que o laranja poente encerra o ciclo do mesmo tom nascente impulsionado numa subida em carrossel.
é caricatura da promessa de quem diz largar tudo e ir sem data pra voltar até o outro lado da montanha onde tudo começa...
[sorriso largo]
quer saber?
se tudo isso parte da lembrança da estação, em algum ponto do pensamento longe houve o exato momento que antecede a memória do presente
logo
a realidade é posta a flor da pele e agora pouco importa se antecede o verão-despedida, outono-seco ou inverno-saudade.
se é posta, certamente foi vivada e muito bem vivida!
este inegavelmente é o grande legado da primavera:
fruto que germina em lembrança jamais esquecida!
...
gentil primavera
...
[sorriso]
gentil primavera...
...
gentil
...
primavera
evidenciou o desejo de ficar, viver, entregar, tudo curtido na melodia doce de sanfona soprando versos que não rimavam.
o verde-folha que voou até o céu chegou a um passo do infinito, daquilo tudo que chamamos ingenuamente de realidade.
digo ingenuamente pois não há qualquer realidade senão aquela que antecede o exato momento que compõe a memória do presente, a lembrança que não larga e transporta o pensamento para longe.
a rosa, por sua vez, cultivada como vida quase protegida também brincou de ser ofertada.
era bela, viva, singela...
em tudo que lhe cabia pueril, aprontou o acaso-magia ao revelar o vinho tom malbec responsável pela embriaguez de todos sentidos.
e misturou tanta coisa...
fez do dia uma vida inteira, da noite todas elas.
a estação corria atrasada pedindo todos os socorros postos aos pés do verão-despedida, outono-seco, inverno-saudade...
... claro! não podia faltar o laranja...
o laranja poente fez aos poucos com que todos os tons, cores e sons adormecessem no silêncio da canção pra não voltar
e assim era...
notas em prece a sustentar o alicerce de meias verdades.
digo serem meias pois se viessem inteiras o verde teria alcançado o tão almejado infinito.
mesma sorte caberia à rosa malbec revestida de toda proteção digna da vida que chega e deve permanecer.
o laranja por sua vez despertaria nascente seu tom abrindo a sanfona da canção pra sonhar ritmando as tantas e tantas historias que seriam contadas...
e é tão engraçado pensar que o laranja poente encerra o ciclo do mesmo tom nascente impulsionado numa subida em carrossel.
é caricatura da promessa de quem diz largar tudo e ir sem data pra voltar até o outro lado da montanha onde tudo começa...
[sorriso largo]
quer saber?
se tudo isso parte da lembrança da estação, em algum ponto do pensamento longe houve o exato momento que antecede a memória do presente
logo
a realidade é posta a flor da pele e agora pouco importa se antecede o verão-despedida, outono-seco ou inverno-saudade.
se é posta, certamente foi vivada e muito bem vivida!
este inegavelmente é o grande legado da primavera:
fruto que germina em lembrança jamais esquecida!
...
gentil primavera
...
[sorriso]
gentil primavera...
...
gentil
...
primavera
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canta para mim qualquer coisa assim sobre você...